terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Almeida Garrett

João Baptista da Silva Leitão, mais tarde conhecido por Almeida Garrett.
Nasceu em 1799 no Porto. Em 1809 partiu para a ilha Terceira devido às invasões francesas. Nessa ilha recebe do bispo de Angra do Heroísmo, uma educação religiosa e clássica. Em 1816 matricula-se no curso de Direito em Coimbra e adere às ideias liberais e começa a escrever algumas peças de teatro. Em 1825 publica em Paris Camões, obra marcante para o Romantismo português. Após a guerra civil, é nomeado cônsul geral em Bruxelas. Estuda a língua e a literatura alemãs (Herder, Schiller e Goethe). Regressa a Portugal em 1836 e Passos Manuel encarrega-o de reorganizar o teatro nacional, nomeando-o inspector dos teatros. Publica várias peças de teatro: Um Auto de Gil Vicente (1838), O Alfageme de Santarém (1841), Frei Luís de Sousa (1843), Falar Verdade a Mentir (1845), entre outras. Publica os romances Arco de Santana (1845) e Viagens na Minha Terra (1846), assim como os livros de poemas Flores sem Fruto (1845) e Folhas Caídas (1853).
Almeida Garrett falece a 9 de Dezembro de 1854 em Lisboa.


 As Obras de Almeida Garrett
           
Texto lírico: Lírica de João Mínimo (1829); Folhas Caídas (1853)           

Texto dramático: Frei Luís de Sousa (1843); Falar Verdade a Mentir (1844)

Texto narrativo: Viagens da minha terra (1843-1846); O Arco de Sant’Ana (1845-1851)

No Teatro: Um Auto de Gil Vicente (1838); O Alfageme de Santarém (1842).

No Romantismo Português: Camões (1825); Dona Branca (1826); Lírica de João Mínimo (1829).

Na Poesia lírica: Flores sem fruto (1844); Folhas Caídas (1853). 

 No Jornal: O Português e O Cronista; O Português Constitucional (1836); O Entreacto (1829).

O Romantismo

O Romantismo foi um movimento cultural que surgiu inicialmente na Grã-Bretanha e na Alemanha, como oposição ao culto da razão do Iluminismo, um pouco mais tarde em França, nos países do sul e na Escandinávia espalhando-se depois por toda a Europa e Estados Unidos da América. É um estado da sensibilidade europeia entre finais do séc. XVIII e princípios do séc. XIX.
No início, foi um movimento revolucionário que adoptou as ideias políticas e filosóficas elaboradas pelos iluministas, tais como livre expressão da sensibilidade e afirmação dos direitos do indivíduo. No entanto, o Romantismo revela a parte do homem oculta pelas convenções estéticas e sociais.
Esta corrente sustentava-se filosoficamente em três partes:
O individualismo é um conceito político, moral e social que exprime a afirmação e a liberdade do indivíduo em relação a um grupo, à sociedade e ao Estado.
O subjectivismo, esta parte sustenta que os juízos morais descrevem a maneira como sentimos
A intensidade onde os artistas românticos davam maior importância à imaginação, à originalidade e à expressão individual, através das quais poderiam alcançar o sublime e o genial.

O romanismo contém diversas vertentes como é o caso:

Da Arquitectura
Castelo de Neuschwanstein, construído por ordem de Ludwing II Baviera - século XIX

Da Música
Beethoven - Für Elise

Das Belas Artes

Eugène Delacroix, A Liberdade guiando o povo

Da Literatura
William Blake

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Visita de estudo ao Museu Regional de Beja, Rainha D. Leonor

No dia 27 de Outubro de 2010, entre as 10h e as 11.30h da manhã, os alunos do 11º ano da turma B do Curso de Ciências e Tecnologias realizaram uma visita de estudo ao Museu Regional de Beja, Rainha D. Leonor.
Esta visita de estudo realizou-se no âmbito da disciplina de Português, na presença da professora Fátima Santos.
O Museu Rainha D. Leonor ou Museu Regional de Beja, como o nome refere, encontra-se situado em Beja, e está instalado no Convento da Conceição. Este Convento foi fundado em 1459, pelo Infante D. Fernando e pela sua esposa, a Infanta D. Beatriz.
O Museu Regional de Beja é constituído por: o Coro Baixo, a Igreja, a Sala dos Brasões, as quatro quadras do Claustro, as duas saletas e a Sala do Capítulo.
A visita teve como finalidade adquirir novos conhecimentos relativos ao Barroco e à sua respectiva relação com a obra “O Sermão de Santo António aos Peixes”, de Padre António Vieira.
Nesta visita tivemos a presença de Leonel Borrela, um famoso historiador, pintor, museólogo e escritor bejense, que nos explicou toda a história do Barroco e as suas respectivas influências.
O barroco, como foi referido numa mensagem anterior, caracterizava-se pelo movimento, pelo dramatismo e pelo exagero, esta arte era utiliza nas igrejas, pois atraía os fiéis.
Nesta visita foi-nos possível a observação de vários elementos característicos do Barroco. Os elementos mais marcantes foram a talha dourada e os azulejos pintados de azul e amarelo, pois estes simbolizam “ouro sobre azul”, esta expressão designa um sinal de excelência e teve origem na produção de peças por ourives e fabricantes de armas portugueses durante o século XVI.
Finalizo assim esta mensagem garantindo que o objectivo desta visita, ao Museu Rainha D. Leonor, foi cumprida uma vez que aprofundamos e adquirimos diversos conhecimentos acerca da Arte Barroca que foram bastante enriquecedores, tanto ao nível escolar como ao nível pessoal.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Oratória e Demagogia

A Oratória é considerada uma das variantes do discurso argumentativo.

Este termo designa a arte de bem falar em público e teve origem em Siracusa, Sicília.
A Oratória pode ser considerada como um conjunto de regras e técnicas que permitem aperfeiçoar a arte de falar em público.
A Demagogia encontra-se ligada à Oratória visto que, esta leva a uma falsa situação.
Este termo tem origem grega e possui como significado indicar algo que não pode ser posto em prática, tendo assim como finalidade a intenção de obter uma recompensa.
Esta expressão encontra-se várias vezes ligada à política.

Sermão de Santo António aos Peixes - Resumo do VI capítulo


Neste capítulo, mais conhecido por peroração, a conclusão tem como finalidade a existência desfecho forte, apto para impressionar o público e levá-lo a pôr em prática os conselhos do pregador.
O Orador tem como objectivo a metanóia, isto é, ele pretende que os homens imitem os peixes guardando assim respeito e obediência a Deus.
O Orador não atinge o fim para que Deus o criou, tem inveja dos peixes e ofende a Deus, em contraste encontram-se os peixes que atingem o fim para que foram criados e não ofendem a Deus.
No final deste capítulo, podemos verificar a existência de um quiasmo, é uma espécie de antítese, que consiste colocação em ordem inversa das palavras glória e graça e tem como objectivo indicar a conversão dos peixes para os homens, como foi referido anteriormente é a metanóia.

Sermão de Santo António aos Peixes - Resumo do V capítulo

Neste capítulo o pregador faz referência a cinco peixes:
- Os Roncadores, que são soberbos e orgulhosos, são sempre facilmente pescados e apesar de serem pequenos têm muita língua, neste peixe como exemplo de homem temos Pedro, Golias, Caifás e Pilatos.
- Os Pegadores, têm como defeito o parasitismo, uma vez que vivem na dependência dos grandes e morrem com eles, os grandes por sua vez morrem porque comeram, os pequenos morrem sem terem comido. Exemplo de homem toda a família da corte de Herodes e Adão e Eva.
- Os Voadores possuem o defeito da presunção e da ambição porque são pescados como peixes e são caçados como aves, temos como exemplo de homem Simão mago.
- O Polvo é um traidor pois utiliza o mimetismo, isto é, a capacidade que certos animais têm de variar a sua coloração e a sua forma, de acordo com o meio em que se encontram, para atacar os peixes desprevenidos.
Neste capítulo o orador refere a lenda de Proteu para apresentar em oposição o mito à realidade, pois Proteu metamorfoseava-se para se defender de quem o perseguia ao contrário do polvo que utilizava esse dom para atacar.

Sermão de Santo António aos Peixes - Resumo do IV capítulo

O pregador confirma a tese que os homens se comem uns aos outros, utilizando um raciocínio implacável, recorrendo para os conhecimentos dos ouvintes e dando o exemplo dos peixes.

Os ouvintes reconheciam a verdade do seu discurso, pois eles sabiam que os peixes se comem uns aos outros, os maiores comem os mais pequenos.
O orador ao longo do discurso, baseia-se na Sagrada Escritura.
Existem várias características que prendem facilmente os ouvintes e criam um forte visualismo na mente dos mesmos, como é o caso da mudança de ritmo no discurso e a utilização da forma verbal “vedes”.